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outubro 9, 2025Entre os dias 28, 29 e 30 de maio de 2026, o Festival Arte Periferia Performance realizou sua 2ª edição promovendo uma ampla programação gratuita de arte contemporânea nos territórios periféricos da Barra do Ceará, Bom Jardim e Pici, em Fortaleza. Consolidando-se como uma importante ação de descentralização cultural e circulação da linguagem da performance no Ceará, o festival reuniu artistas, coletivos, estudantes, pesquisadores e comunidades locais em uma série de apresentações, mostras audiovisuais, palestra, ações formativas e ocupações culturais em espaços públicos, comunitários e escolares.
Com o objetivo de fortalecer a produção artística periférica e ampliar o acesso da população às artes da performance e do audiovisual experimental, o festival promoveu ações em territórios historicamente afastados dos grandes circuitos culturais da cidade, criando espaços de encontro entre arte, território, memória e comunidade, como explica o diretor de produção do Festival, Erick Sousa de Sousa.
“O Festival Arte Periferia e Performance nasce do desejo de ver a arte contemporânea viva onde a vida pulsa com mais força: nas nossas periferias. A gente não enxerga a rua, a praça ou o centro comunitário apenas como cenários de passagem, mas como o coração de toda a nossa programação. O impacto mais bonito do festival é que nós não inventamos nada do zero; nós nos somamos às redes, aos coletivos e aos artistas incríveis que já transformam esses territórios diariamente. É sobre criar juntos, trocar experiências e mostrar que a performance e a experimentação artística pertencem a todo mundo.”
A abertura da programação aconteceu no dia 28 de maio, na Calçada do CUCA Barra, na Barra do Ceará, com intervenções performáticas e ocupação artística do espaço público, alcançando um público transeunte estimado em 100 pessoas. No dia 29 de maio, a Escola Santa Isabel, no Bom Jardim, recebeu a performance “Sopro”, de Edi Filho, reunindo estudantes, moradores e público espontâneo da comunidade em uma ação voltada à formação de público e aproximação entre arte e educação, também com público estimado de 100 pessoas.
Já no dia 30 de maio, o festival ocupou o Espaço Entre Olhos / ANTOPI, no bairro Pici, com uma intensa programação de performances e ações reflexivas. Foram apresentadas as obras “Semelhantes”, de Camilla Paim, “Julgamento do Artista”, do Coletivo Brioarte, e “Dindim”, de Baruque Teixeira, além da palestra da artista e pesquisadora “Boca de Trovão”, que integrou apresentação de pesquisa e gravação de podcast do festival. A programação contou com público aproximado de 40 pessoas presentes na área principal das apresentações e cerca de 100 moradores da localidade acompanhando as ações de forma circulante no entorno do espaço cultural.
Como desdobramento das ações do festival, foi realizada ainda uma Mostra de Vídeo Performance na Escola Senador Fernandes Távora, voltada para uma turma de 20 estudantes. A mostra exibiu obras de artistas de diferentes estados brasileiros, promovendo acesso ao audiovisual experimental e ao intercâmbio artístico entre diferentes territórios e linguagens contemporâneas. Foram exibidas as obras “Viagem ao Interior”, de Caju Bento (GO), “Balões”, de Edi Filho (CE), “Lagoa da Parangaba”, de Alexandre Silva (CE), “Variz”, de Karuá Tapuia (PB) e “Cria do Vale 2”, de Thiago Pedra (SP), obras oriundas do acervo do estúdios eo por meio de mostras e festivais.
Como contrapartida social e formativa, o projeto realizou uma oficina de videoarte na Escola Senador Fernandes Távora, envolvendo 20 estudantes de uma turma cedida pelo professor da disciplina eletiva da instituição. A atividade promoveu exercícios de escrita criativa, produção de textos poéticos, criação de imagens simbólicas e experimentações audiovisuais, estimulando o protagonismo juvenil e o contato dos jovens com linguagens artísticas contemporâneas. Como resultado final da oficina, os estudantes produziram coletivamente um vídeo de videoarte desenvolvido a partir das experiências construídas durante o processo formativo.
Entre os principais números da 2ª edição do Festival Arte Periferia Performance destacam-se:
• 03 territórios periféricos contemplados;
• 10 apresentações artísticas realizadas;
• 01 mostra de vídeo performance;
• 01 palestra com apresentação de pesquisa;
• 01 gravação de podcast;
• 01 oficina de videoarte;
• Mais de 380 pessoas alcançadas diretamente pelas ações;
• Participação de artistas, coletivos e agentes culturais de diferentes territórios.
O Festival Arte Periferia Performance vem construindo uma trajetória voltada à valorização das artes experimentais, da performance e das produções periféricas, fortalecendo redes culturais comunitárias e ampliando o acesso da população às artes contemporâneas em territórios populares. A iniciativa atua como espaço de formação, circulação e intercâmbio artístico, promovendo encontros entre artistas independentes, coletivos culturais, estudantes, pesquisadores e comunidades periféricas.
A realização do festival reafirma a importância das políticas culturais voltadas à descentralização do acesso à arte, à ocupação cultural dos territórios e ao fortalecimento da produção artística independente no Ceará, consolidando o Festival Arte Periferia Performance como uma plataforma de experimentação, memória, criação e pertencimento social através da linguagem da performance e do audiovisual.





+ A 2ª edição do Festival Periferia Arte Performance tem produção do Estúdios EO em parceria com a Biblioteca Comunitária Wilson Baltazar e a Risque e Rabisque, com produção executiva da Sobreiro Produções com realização por meio da Politica Nacional Aldir Blanc através da Secretaria de Cultura de Fortaleza”.
Sobre os Estúdios EO
Estúdios EO é uma produtora de impacto social com atuação em realização e fomento artístico nas periferias de Fortaleza. Atualmente mantém espaço cultural no Planalto Pici com Biblioteca Comunitária de Cinema e Audiovisual Wilson Baltazar e estúdio de criação em roteiro em Fortaleza. Atua com projetos de festivais, mostras e ações de difusão em periferias, sendo correalizador do Festival Periferia Arte-Performance.


